Evoluímos e, enfim, chegamos à Praça de Alimentação.
Ali sentada, admirando a harmonia do lugar elaborado pela condição humana contemporânea,
me dei conta de quão assustadora é nossa criação.
Existe um som abafado de bocas que não escutam. Ou, se escutam, têm muito pouco tempo para isso.
As pessoas se acotovelam, se esbarram. Mirando o prato alheio, vejo muita batata-frita, muita massa, muita fritura.
Verdadeiras toras de tortas de chocolate.
Pouca cor, resumindo assim.
As amigas ao lado da minha mesa resolvem discutir uma nova proposta profissional. Tudo se resolve em quinze minutos.
O casal de japoneses come pausadamente, arroz com feijão. Não falam. Dispõem de poucos minutos de almoço.
Inventaram agora os caçadores da Praça. Eles gritam, berram, te atropelam com cardápios para te convencer que são melhores que os outros.
Eu como salada, sozinha. Fico triste por não ter cinco minutos para almoçar com um amigo.
Porque realmente as Praças de Alimentação são lugares de encontro, entrosamento.
Pontos arejados, para quem busca um lugar sagrado para a hora da refeição.
O lugar perfeito para a pausa tão merecida do trabalho exaustivo.
Perfeito para respirar.
Bonito olhar para o lado e ver milhares de placas de neon dos restaurantes.
Incrível a mágica de estar lá de dia, de noite, e não ter a menor idéia do tempo lá fora.
Os homens realmente são máquinas de criação.
E se fizeram as Praças, mal posso esperar pela próxima novidade.
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
Quando ele perguntar de onde vem a Lua...
Em 450 antes de Cristo tentaram descobrir do que a Lua era feita.
Um carinha cujo nome é a mistura de Aristóteles com Pitágoras jurou que a Terra quebrou e um grande pedaço dela solto por aí virou a Lua.
Ninguém acreditou.
Inventaram depois sucessivas teorias, algo relacionado a ondas de gases no sistema solar que atraem partículas (meteoritos ou algo parecido).
Mais uma vez, ninguém acreditou.
Depois imaginaram que a Lua era uma espécie de bola de fogo.
Não colou.
Galileu apareceu então com várias informações novas, mostrou que a Lua tinha buracos estranhos e não era tão bonita assim quanto se imaginava. De perto ninguém é normal (foi por causa de Galileu que Caetano, séculos depois, escreveu a canção).
Em 1969 o homem chegou até a Lua e continuaram, ainda assim, a tentar descobrir como foi que a Lua surgiu no mundo. Ainda bem que nessa ocasião não estavam tentando descobrir o que era o Mundo, porque aí a vaca iria para o brejo de vez. Ou para a Lua.
Os astronautas trouxeram para a Terra as pedrinhas da Lua.
Descobriram que as pedrinhas eram bem parecidas.
Opa, um problema: as pedrinhas da Terra são voláteis (lá vêm os tais gases de novo) e as da Lua não.
Ok. Começam a imaginar que tinham se passado quase dois mil anos e o carinha primo do Aristóteles bem que podia estar certo. Mas alguma coisa deve ter acontecido para que as pedrinhas, formadas em parte pelas substâncias da Terra, perdessem a volatilidade. O oxigênio, resumindo assim. É como se as pedrinhas tivessem ficado sufocadas lá na Lua e não pudessem respirar.
Sufocamento = fim da volatilidade (ou quase isso).
Já estamos em 1974. Ainda não sabem direito como a Lua surgiu.
Aí um outro carinha inventou a Teoria da Colisão Gigante.
Alguma coisa bateu em alguma coisa, esbarrou feio na Terra. Foi pó de pedrinha para todo lado do Universo (não me pergunte como surgiu o Universo. É demais pra mim). Lembre-se de que há gases em todas as direções, que as coisas rodam, que foi um grande impacto, a Terra girando, o pó envolta dela, o lance gravitacional....
A Lua foi se formando, a Terra girando. E uma rodava, outra não. (Aquela parte da música que diz: ´a Lua, quando ela roda...` está errada. A Lua não roda).
Inicialmente, ninguém deu bola de novo. Nem bola de fogo.
Depois, cansados e sem saber de onde vinha a Lua, acharam melhor crer nessa teoria mesmo, de certa forma adaptada da teoria do carinha amigo do Aristóteles e do Pitágoras.
Seria muito mais fácil se a Lua fosse uma bola de fogo que gelou.
Mas o Universo não é simples assim.
Fui dormir irritada com as caraminholas que o History Channel coloca na cabeça da gente, pensando em qual de fato seria a origem da Lua. Quase formulei uma teoria.
Agradeci por ainda não ter filho, porque se ele me perguntar de onde vêm os bebês é moleza, mas de onde vem a Lua... Hummmm... Sei não.
Bom, pelo menos eu já sei dizer pra ele que há pedras sufocadas na Lua.
E que os buracos da Lua são como se fossem Mares. (Mare, é o nome que as crateras receberam por lá).
Ah, e que nós não vamos poder viajar para a Lua nas férias, porque lá tem chuva de pedras. É um horror.
Então, o melhor de tudo é olhar para o céu. Contemplá-la, sem saber de onde ela vem.
Um carinha cujo nome é a mistura de Aristóteles com Pitágoras jurou que a Terra quebrou e um grande pedaço dela solto por aí virou a Lua.
Ninguém acreditou.
Inventaram depois sucessivas teorias, algo relacionado a ondas de gases no sistema solar que atraem partículas (meteoritos ou algo parecido).
Mais uma vez, ninguém acreditou.
Depois imaginaram que a Lua era uma espécie de bola de fogo.
Não colou.
Galileu apareceu então com várias informações novas, mostrou que a Lua tinha buracos estranhos e não era tão bonita assim quanto se imaginava. De perto ninguém é normal (foi por causa de Galileu que Caetano, séculos depois, escreveu a canção).
Em 1969 o homem chegou até a Lua e continuaram, ainda assim, a tentar descobrir como foi que a Lua surgiu no mundo. Ainda bem que nessa ocasião não estavam tentando descobrir o que era o Mundo, porque aí a vaca iria para o brejo de vez. Ou para a Lua.
Os astronautas trouxeram para a Terra as pedrinhas da Lua.
Descobriram que as pedrinhas eram bem parecidas.
Opa, um problema: as pedrinhas da Terra são voláteis (lá vêm os tais gases de novo) e as da Lua não.
Ok. Começam a imaginar que tinham se passado quase dois mil anos e o carinha primo do Aristóteles bem que podia estar certo. Mas alguma coisa deve ter acontecido para que as pedrinhas, formadas em parte pelas substâncias da Terra, perdessem a volatilidade. O oxigênio, resumindo assim. É como se as pedrinhas tivessem ficado sufocadas lá na Lua e não pudessem respirar.
Sufocamento = fim da volatilidade (ou quase isso).
Já estamos em 1974. Ainda não sabem direito como a Lua surgiu.
Aí um outro carinha inventou a Teoria da Colisão Gigante.
Alguma coisa bateu em alguma coisa, esbarrou feio na Terra. Foi pó de pedrinha para todo lado do Universo (não me pergunte como surgiu o Universo. É demais pra mim). Lembre-se de que há gases em todas as direções, que as coisas rodam, que foi um grande impacto, a Terra girando, o pó envolta dela, o lance gravitacional....
A Lua foi se formando, a Terra girando. E uma rodava, outra não. (Aquela parte da música que diz: ´a Lua, quando ela roda...` está errada. A Lua não roda).
Inicialmente, ninguém deu bola de novo. Nem bola de fogo.
Depois, cansados e sem saber de onde vinha a Lua, acharam melhor crer nessa teoria mesmo, de certa forma adaptada da teoria do carinha amigo do Aristóteles e do Pitágoras.
Seria muito mais fácil se a Lua fosse uma bola de fogo que gelou.
Mas o Universo não é simples assim.
Fui dormir irritada com as caraminholas que o History Channel coloca na cabeça da gente, pensando em qual de fato seria a origem da Lua. Quase formulei uma teoria.
Agradeci por ainda não ter filho, porque se ele me perguntar de onde vêm os bebês é moleza, mas de onde vem a Lua... Hummmm... Sei não.
Bom, pelo menos eu já sei dizer pra ele que há pedras sufocadas na Lua.
E que os buracos da Lua são como se fossem Mares. (Mare, é o nome que as crateras receberam por lá).
Ah, e que nós não vamos poder viajar para a Lua nas férias, porque lá tem chuva de pedras. É um horror.
Então, o melhor de tudo é olhar para o céu. Contemplá-la, sem saber de onde ela vem.
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
Dilema carnavalesco
Segunda-feira, meio do feriado.
Provavelmente a ex-mulher viajou por aí com um namorado lindo.
Ele ficou com as duas meninas: 4, 6.
Sem criatividade (deve ter perdido esse traço da paternidade há alguns anos) e sem fantasia, leva as garotas ao shopping.
Compra McDonald´s. Afinal, é carnaval.
Enquanto a mais nova devora a batata frita, a mais velha se levanta e solta a frase temida por qualquer adulto: ´Quero ir ao banheiro`.
Tinha que ser agora, ele revida nervoso.
Justo agora, que a comida vai sair (a dele, claro; um prato de comida de verdade).
Ela faz cara de choro. Tô apertada, explica.
Ele se levanta. Olha para mesa, olha para o banheiro. Calcula as distâncias.
Pega o prato lindo. Coloca sobre a mesa.
Júlia, vou levar sua irmã ao banheiro. Você não saia da mesa.
Detalhe: é um shopping. Júlia tem 4 anos.
Ela chora. ´E eu vou ficar aqui sozinha?`
Chora de novo.
Ele focaliza mais uma vez a placa do banheiro, mira a mesa.
´Vai comendo a batatinha`, tenta despistar.
Nada. Júlia continua chorando.
A outra segura a barriga, vira o olho.
Ele olha o prato. Júlia chora.
Como eu vou fazer?, fica nervoso.
Manda a mais velha ir ao banheiro. Sozinha.
Ela chora.
A moça da mesa ao lado se oferece para tomar conta da Júlia.
Ele agradece, mas vai deixar a mais velha se virar (se sujar) no banheiro sozinha.
Ele se senta à frente de Júlia. Começa a comer.
Ela chora. Uma vez começado o pranto, difícil parar nessas ocasiões.
Ele come. Vorazmente.
O celular toca. Ele conversa em inglês sobre algum assunto de trabalho.
Júlia pára de chorar. Engole a batatinha com dificuldade.
A outra volta do banheiro. Calça meio torta. Aparentemente limpa. Todas as mulheres ao lado comemoram o retorno da pequena, ilesa. Enfim, comemoram que ela simplesmente tenha voltado.
As duas irmãs se olham. Olham para ele.
Ele continua a conversar. Elas param de comer.
Ficou fria a batatinha. Não dá mais para engolir.
Mas é carnaval.
E elas estão ali, no shopping, desfrutando uma infância sem nenhuma fantasia.
Provavelmente a ex-mulher viajou por aí com um namorado lindo.
Ele ficou com as duas meninas: 4, 6.
Sem criatividade (deve ter perdido esse traço da paternidade há alguns anos) e sem fantasia, leva as garotas ao shopping.
Compra McDonald´s. Afinal, é carnaval.
Enquanto a mais nova devora a batata frita, a mais velha se levanta e solta a frase temida por qualquer adulto: ´Quero ir ao banheiro`.
Tinha que ser agora, ele revida nervoso.
Justo agora, que a comida vai sair (a dele, claro; um prato de comida de verdade).
Ela faz cara de choro. Tô apertada, explica.
Ele se levanta. Olha para mesa, olha para o banheiro. Calcula as distâncias.
Pega o prato lindo. Coloca sobre a mesa.
Júlia, vou levar sua irmã ao banheiro. Você não saia da mesa.
Detalhe: é um shopping. Júlia tem 4 anos.
Ela chora. ´E eu vou ficar aqui sozinha?`
Chora de novo.
Ele focaliza mais uma vez a placa do banheiro, mira a mesa.
´Vai comendo a batatinha`, tenta despistar.
Nada. Júlia continua chorando.
A outra segura a barriga, vira o olho.
Ele olha o prato. Júlia chora.
Como eu vou fazer?, fica nervoso.
Manda a mais velha ir ao banheiro. Sozinha.
Ela chora.
A moça da mesa ao lado se oferece para tomar conta da Júlia.
Ele agradece, mas vai deixar a mais velha se virar (se sujar) no banheiro sozinha.
Ele se senta à frente de Júlia. Começa a comer.
Ela chora. Uma vez começado o pranto, difícil parar nessas ocasiões.
Ele come. Vorazmente.
O celular toca. Ele conversa em inglês sobre algum assunto de trabalho.
Júlia pára de chorar. Engole a batatinha com dificuldade.
A outra volta do banheiro. Calça meio torta. Aparentemente limpa. Todas as mulheres ao lado comemoram o retorno da pequena, ilesa. Enfim, comemoram que ela simplesmente tenha voltado.
As duas irmãs se olham. Olham para ele.
Ele continua a conversar. Elas param de comer.
Ficou fria a batatinha. Não dá mais para engolir.
Mas é carnaval.
E elas estão ali, no shopping, desfrutando uma infância sem nenhuma fantasia.
domingo, 3 de fevereiro de 2008
Escrever
Criou-se um ouvido em meu cérebro.
Agora busco bocas soltas nas ruas.
Escuto palavras que seguem lentamente o vento. Trocam de corpos.
O escambo faz frases.
Idéias soltas viram texto.
Às vezes as espanto com meu leque.
Mas não consigo afugentá-las.
Pairam sobre mim como corvos pretos da Torre de Londres, como urubus que sorvem carne putrefata.
Elas me inundam, me refrescam.
Olho de novo e volto a procurar essas tantas bocas.
Distribuo mapas aos sons.
Eles se deitam então sobre o papel.
Riscam o branco, faz-se a partitura.
Começo a tocar.
Tenho um ouvido em meu cérebro.
Agora me embalo e consigo dormir.
Agora busco bocas soltas nas ruas.
Escuto palavras que seguem lentamente o vento. Trocam de corpos.
O escambo faz frases.
Idéias soltas viram texto.
Às vezes as espanto com meu leque.
Mas não consigo afugentá-las.
Pairam sobre mim como corvos pretos da Torre de Londres, como urubus que sorvem carne putrefata.
Elas me inundam, me refrescam.
Olho de novo e volto a procurar essas tantas bocas.
Distribuo mapas aos sons.
Eles se deitam então sobre o papel.
Riscam o branco, faz-se a partitura.
Começo a tocar.
Tenho um ouvido em meu cérebro.
Agora me embalo e consigo dormir.
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
Sobre ratos e homens
A poucos metros da sua casa, um rato branco agonizava no chão. Havia sido atropelado, e se contorcia. A cena a incomoda, ela olha a chuva. Fusão de nojo, angústia, compaixão.
Chega em casa e o telefone toca. A amiga que mora na Europa diz que precisa conversar.
- Preciso me desvencilhar dele e não sei como fazer.
Interrompe a conversa e dá um grito. Um rato havia entrado no aquecedor.
Ela volta. Retoma a conversa.
- Preciso mesmo me livrar dele. Está incômodo, fico muito angustiada com a presença dele aqui.
- É só matar, com vassoura.
- Hein?
- Coloca um spray qualquer, pra ele ficar doidão, e mete a vassoura. Mas de olho fechado, porque é péssimo.
- Não estou falando do rato.
- Ah, tá.
- Mas ele não quer sair, e estou escutando o barulhinho lá dentro.
- Mas você explicou as razões de tudo a ele?
- Agora estou falando do rato.
- Assim não dá. Identifique a vítima, por favor. Acho que você é capaz de se livrar dos dois.
- Não consigo. Ele me completa em tudo.
Ela sabe que não é o rato. E a amiga continua a reflexão.
- Acho que ele apareceu aqui agora só pra deixar tudo ainda mais tenso. Pra eu me questionar: quer ficar sem ele mesmo?!?!?!?!?!?
- Agora me perdi de novo. Ele apareceu aí?
- O rato. Pra me fazer pensar nele.
- Que merda...
- Que merda esse filha da puta do rato imundo.
- Mata logo essa coisa!
- Tudo que eu mais queria era chamar ele pra matar ele (o rato).
- Se tivesse vassoura e spray já tinha matado. Os dois. Eu acho.
- Ou talvez o rato apareceu pra deixar a dúvida - é um homem ou um rato!?
- Homens dão mais pavor que ratos.
- Ou talvez ele apareceu porque essa Europa não tem barata nem inseto, mas tem uma população de 100 ratos para cada 10 habitantes.
- A Europa abriga todos os ratos do mundo. Inclusive ele. Quer dizer, os dois.
- Europa imunda. Quero ir embora daqui.
- Você não vai sair daí. Mas me faça um favor. Mate o rato. Os dois.
Chega em casa e o telefone toca. A amiga que mora na Europa diz que precisa conversar.
- Preciso me desvencilhar dele e não sei como fazer.
Interrompe a conversa e dá um grito. Um rato havia entrado no aquecedor.
Ela volta. Retoma a conversa.
- Preciso mesmo me livrar dele. Está incômodo, fico muito angustiada com a presença dele aqui.
- É só matar, com vassoura.
- Hein?
- Coloca um spray qualquer, pra ele ficar doidão, e mete a vassoura. Mas de olho fechado, porque é péssimo.
- Não estou falando do rato.
- Ah, tá.
- Mas ele não quer sair, e estou escutando o barulhinho lá dentro.
- Mas você explicou as razões de tudo a ele?
- Agora estou falando do rato.
- Assim não dá. Identifique a vítima, por favor. Acho que você é capaz de se livrar dos dois.
- Não consigo. Ele me completa em tudo.
Ela sabe que não é o rato. E a amiga continua a reflexão.
- Acho que ele apareceu aqui agora só pra deixar tudo ainda mais tenso. Pra eu me questionar: quer ficar sem ele mesmo?!?!?!?!?!?
- Agora me perdi de novo. Ele apareceu aí?
- O rato. Pra me fazer pensar nele.
- Que merda...
- Que merda esse filha da puta do rato imundo.
- Mata logo essa coisa!
- Tudo que eu mais queria era chamar ele pra matar ele (o rato).
- Se tivesse vassoura e spray já tinha matado. Os dois. Eu acho.
- Ou talvez o rato apareceu pra deixar a dúvida - é um homem ou um rato!?
- Homens dão mais pavor que ratos.
- Ou talvez ele apareceu porque essa Europa não tem barata nem inseto, mas tem uma população de 100 ratos para cada 10 habitantes.
- A Europa abriga todos os ratos do mundo. Inclusive ele. Quer dizer, os dois.
- Europa imunda. Quero ir embora daqui.
- Você não vai sair daí. Mas me faça um favor. Mate o rato. Os dois.
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